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07 Dez
Autor: Roberto Rosenbaum - Diretor da Consenior, especialista em Conflitos Geracionais Categoria: Relações Intergeracionais Conflitos Geracionais nas empresas

Em recente pesquisa junto a funcionários de várias empresas sobre intergeracionalidade dentro de suas organizações, os resultados levantados não nos trouxeram estranheza e, isso está ocorrendo de forma cada vez mais intensa e preocupante. 

A pesquisa continha seis perguntas e os resultados são os seguintes: 

As composições da equipe de funcionários na maioria das empresas hoje em dia são formadas por pessoas das gerações X e Y, ou seja, há predominância de pessoas entre 22 a 58 anos.

Perguntado se na empresa onde a pessoa trabalha, se ela percebe que há atritos no ambiente da empresa devido a grupos de diferentes idades trabalhando juntos, foi demonstrado claramente que as pessoas estão percebendo que está ocorrendo conflitos, velado ou não – 58%.

Para aqueles que responderam que existem conflitos, perguntamos que tipo de conflito ele percebe. A maioria das respostas fornecidas indica a incompreensão dos jovens em relação aos conhecimentos e experiência dos mais velhos, assim como estes jovens da geração Y e Z se recusam a executar serviços burocráticos.

Além disso, as pessoas da Geração BB e X enxergam os mais jovens como aqueles que não respeitam as regras e a hierarquia da empresa, demonstrando claramente que há uma necessidade urgente de catequizar os funcionários sobre todas as especificidades de cada geração que compõe o corpo funcional da empresa.

Então, ao serem questionados por que acontecem os conflitos geracionais, as pessoas reputam principalmente os conflitos geracionais devido à falta de uma correta leitura dos outros com quem trabalha, e da conscientização clara sobre as características da geração do seu colega de trabalho, gerando muita incompreensão.

É relevante a responsabilidade que atribuem à área de comunicação e aos líderes que não evitam estas disputas entre os colaboradores.

Quando perguntados sobre os principais efeitos que os conflitos de gerações ocasionam na empresa onde trabalham, ao que parece, os respondentes têm certa clareza sobre seus efeitos. Boicotes, desmotivações, alta turnover, procrastinações e disputas são os itens mais apontados.

E como se pode dizer que conflitos geracionais não têm reflexo para as atividades da empresa?

Por último, perguntou-se o que a pessoa faria para harmonizar as relações intergeracionais na empresa, e a grande maioria sabe o que tem a fazer para que a empresa seja inclusiva, e que a intergeracionalidade seja positiva para o ambiente empresarial, onde todos saem ganhando – colaboradores e a empresa.

Para esta questão, as duas respostas com maior índice de frequência são: introdução de um processo de conscientização dos funcionários de que o mix de gerações é muito importante para a empresa; e introdução de processos de mentoria vertical nos dois sentidos.

Como foi constatado, de uma maneira geral esta pesquisa demonstra claramente que está ocorrendo de fato conflitos geracionais nas empresas de médio e grande porte, e que a incidência está em um crescente. Por sua vez, os stakeholders estão conscientes de que a mistura das gerações nas empresas é muito promissora e vantajosa, trazendo inovações e benefícios para os funcionários, empresas, clientes e fornecedores.

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